Carta do Editor | Edição Feminista

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A primeira coisa que tenho que escrever é uma revelação! - Eu não sei nada sobre o movimento feminista, ou pelo menos não sabia até começarmos a idealizar essa edição!

Por: @ReneBarros27

A primeira coisa que tenho que escrever é uma revelação!


- Eu não sei nada sobre o movimento feminista, ou pelo menos não sabia até começarmos a idealizar essa edição!


Daí você deve estar se perguntado: por que cargas d’água eu resolvi fazer uma edição inteira abordando um assunto onde não estou na minha zona de conforto?


Resposta simples: somos um dos países que mais mata mulheres no mundo, um país onde as mulheres são oprimidas, reprimidas, violentadas (física e psicologicamente), onde os homens acham que são os donos – proprietários mesmo, e que podem usá-las e descartá-las a seu desejo mais primitivo e muitas vezes sórdidos. Basta ver os casos de estupros de criança e adolescente, o trabalho escravo feminino – e ouso incluir aqui a prostituição em suas centenas de nuances, os casos de mulheres mutiladas por ciúmes ou abandonada quando descobrem que estão grávidas ou doentes...  Um país onde a maioria das famílias são sustentadas e educadas por mulheres (mãe, tias, irmãs, avós), onde o mercado de trabalho ainda acha que por terem o privilégio de gerar vidas – inclusive a da pessoa que não as contratam, elas não são capazes – porque capacitadas todos sabemos que são, para ocupar cargos de liderança  e ter salários iguais aos dos macho alfa da tal matilha que historicamente eles comandam - ou comandavam.


Ainda tem mais dois pontos importantíssimos que queria dissecar com essa edição:




  1. Na era da pós-verdade e fake news, muitas informações errôneas e distorcidas são absorvidas como verdades absolutas. Isso faz com que um movimento tão importante perca sua relevância, seu peso e o respeito da sociedade no cenário atual. Quanto mais conteúdo de qualidade sobre o tema, melhor!

  2. Entender de quem é de fato o lugar de fala desse movimento no contemporâneo, porque temos um novo comportamento em voga por conta da orientação de gênero dxs indivíduxs  nesta segunda década do século XXI. Se estamos falando de feminismo, que é o aprimoramento e ampliação do papel e dos direitos das mulheres na sociedade então não importa se essas são mulheres cisgênero, lésbicas, mulheres transgênero ou homens transgênero né?! És uma questões. Mais uma questão!


Vamos imergir nessa edição então? E compreender porque  falarmos de feminismo e do empoderamento (apesar de achar que essa palavra se banalizou e perdeu muito de seu poder de ação e causa, por conta do uso demasiadamente desnecessário e

sem critérios hoje em dia) da mulher é tão importante e pertinente neste momento de transição que a humanidade está vivendo.


Começo escrevendo que nossa #septemberissue foi produzida quase que totalmente por mulheres – os únicos homens da equipe são fixos do staff da redação!


O #extraordinario foi um presente do destino para nós da #rb começado pelas duas parcerias incríveis que fechamos com a @casamiracolli que serviu de cenário para nosso shooting e com a @mundial_impala que nos cedeu todos os produtos da sua linha de #maquiagem para que a beauty artist @flamakeup – uma das mulheres mais fortes e destemidas que tenho o prazer de poder chamar de amiga, pudesse assinar a beleza das seis #covergirls extraordinárias que fazem parte desta edição.


Foram três semanas de telefonemas, emails, mensagens de WhatsApp,  freneticamente trocadas, compromissos adiados, voos reagendados, jantares atrasados, reuniões cancelada... Mas no final das contas conseguimos reuni-las para essa capa histórica fotografada pela talentosíssima @millenarodado (que já assinou nada menos que três capas para a #rb) com o #styling assertivo de @dnovaes8 . Estão preparadxs? Então segura esta lista Brasil!!!


@brufioreti @dantas.andre @josouza5801 @marilizpj @renatanascimento.io @renata_monteiro agora você entende quando falo que está  esta edição é um presente do universo?!


Vou começar pela matéria que abre essa edição, na #caixapreta @belahachi entrevistou com exclusividade as seis mulheres que fazem parte da nossa capa, cada uma com uma história de vida tão inspiradora que poderia certamente virar um #livro


Na colunas #oscinco listamos as cinco marcas mais importantes idealizadas e criadas por mulheres, assim como as cinco mulheres mais poderosas que comanda grandes empresas. Na #conexoesdebeleza traçamos um paralelo entre as bases históricas do feminismo ideológico da antiga #chanel em contraponto ao feminismo ativista da nova #dior, na #desvendandoamake destrinchamos a maquiagem de @emmawatson, que é embaixadora da @onu e por fim uma estreia!!!! A coluna #noseutom fala sobre a influência histórica do  jazz de #ninasimone em sua amplitude de ação no corpo, na mente e as atitudes.


Essa edição da #rb que você vai acompanhar pelas próximas semanas, carrega uma grande responsabilidade – a de comunicar o quão importante é o papel da #mulher no mundo desde sempre, e porque temos o dever moral e ético de reverenciá-las,  respeitá-las e sermos gratxs.


Tenha mais uma ótima experiência!


Renê Barros


Diretor de redação

Essa edição da #rb que você vai acompanhar pelas próximas semanas, carrega uma grande responsabilidade – a de comunicar o quão importante é o papel da #mulher no mundo desde sempre