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O celular acabou se tornando uma extensão do nosso corpo, assim como outras invenções, como relógios inteligentes, que permanecem no nosso pulso, não só para informar a hora

Por: @BelaHachi

Segundo o próprio Instagram, existem 1 bilhão de usuários ativos na rede social, além de 2,13 bilhões de pessoas conectadas no Facebook e outros milhões em diversas outras redes e aplicativos. O celular acabou se tornando uma extensão do nosso corpo, assim como outras invenções, como relógios inteligentes, que permanecem no nosso pulso, não só para informar a hora, mas mostrando e-mails, mensagens, ligações e te mantendo conectado a qualquer momento. 

Claro, os avanços tecnológicos são mais que bem-vindos, afinal, eles facilitam a comunicação e a nossa rotina. Graças à tecnologia, diversas portas se abriram, como novos tipos de marketing, novas carreiras e descobrimos maneiras mais fáceis de solucionar situações. Hoje, por exemplo, é possível  fazer uma reunião de negócios com alguém que está do outro lado do mundo apertando apenas um botão. 

A pergunta que me instigou quando decidimos abordar sobre Luxo nessa edição foi: com tantas facilidades de conexão, estar desconectado virou um privilégio? Poder não olhar seu celular por algumas horas, deixar o mundo virtual de lado, se conectar com o ambiente que você está e com as pessoas que te cercam fisicamente, todos esses fatores que de primeira parecem simples, acabaram virando um certo tipo de luxo?

A disponibilidade instantânea da comunicação

acabou gerando um certo tipo de cobrança, tanto nos ambientes profissionais quanto pessoais, nos quais a separação do horário disponível para certas coisas aos poucos deixou de existir. Não é difícil você presenciar alguém respondendo alguma mensagem durante um jantar, ou então um amigo levantando da mesa para responder o chefe. Hoje, existe uma certa pressão para estar conectado e disponível o tempo inteiro.

Um dos efeitos colaterais dessa vida virtual tão ativa é a presença física acabar sendo negligenciada. Ao invés de prestar atenção com quem estamos, acabamos conversando com quem está longe e quando encontramos essa pessoa, falamos com outra no celular. Cada vez mais existe a escassez do encontro dos olhares, dos toques durante uma conversa, de apreciar o sabor da comida, de estar efetivamente conectado. Mas conectado de uma maneira diferente, estar em sintonia com o presente momento e espaço físico que está, com a experiência que a vida está proporcionando naquele momento. 

Algumas maneiras de se desconectar que você pode praticar é a meditação, entrando em contato com o ambiente, corpo e espírito, também através de simples atos como não deixar o celular em cima da mesa durante um almoço ou desligar este antes de dormir. 

Tudo deve ser feito com equilíbrio, todo tipo de conexão ou disponibilidade,  para que daqui para frente nós possamos aproveitar os dois mundos – físico e virtual – da melhor maneira possível.