Vilão ou mocinho, você escolhe

Você gosta de comer chocolate? Não consegue ver um doce sem resistir? Então, saiba que estes não precisam ser os vilões da história. Vilão ou mocinho, a escolha é sua. Venha saber como!

Por: @BelaHachi

Ah chocolate! Minha boca enche d’água só de pensar. Nada melhor que um doce para ajudar naquele dia péssimo que tivemos, ou para comemorar acontecimentos incríveis. Uma coisa temos que admitir, o chocolate é um dos companheiros mais fiéis e presentes em nossas vidas - em momentos bons ou ruins.

Provavelmente você deve estar pensando “Mas é claro que ele é um ótimo companheiro, porém eu não posso contar com ele sempre! Ele me faz mal, me engorda, piora minha pele”, ou seja, no maior estilo de filme de cinema hollywoodiano, seu melhor amigo te trai e vira o vilão da história.

Calma lá, não vamos “colocar a carroça na frente dos bois” e definir que esse alimento dos deuses - e eu digo isso devido, não só à minha opinião pessoal, mas ao nome do cacaueiro “Theobroma Cacau”, que traduzido quer dizer “Alimento dos deuses cacau” - como um inimigo em nossas vidas, ele pode sim ser o mocinho, sabe como? Se você escolher! Então vamos entender mais sobre sua origem primeiro.

Segundo cientistas, a origem do cacau é nas florestas do Amazonas no Brasil e na região Orinoco na Venezuela, mas quem popularizou o chocolate mesmo foram os espanhóis, mais especificamente Hernando Cortez.

Por volta de 1519, o espanhol chegou no México, supostamente com intenções civilizadas de desenvolver o comércio do lugar - vamos fingir que acreditamos né? - e então foi recebido pelo Imperador Asteca com uma bebida forte e amarga, muito especial - realizada das sementes de um fruto chamado cacau.

A bebida era chamada de Cacauhalt, que vinha de cacau (o fruto) e halt (água), nome que acabou sendo mudado pelo Rei da Espanha, uma vez que “caca”

não era apetitoso e atrapalharia o comércio da bebida.

Uma curiosidade aqui, dizem que o Imperador apreciava tanto esta bebida que só a tomava em copos de ouro, que eram descartados depois, para mostrar que o valor do líquido era mais alto que o do metal precioso.

Por volta desta época, as sementes de cacau eram utilizadas como moeda, era possível comprar um jantar ou até um escravo em troca de uma quantia específica de sementes.

Em 1524, a primeira embarcação contendo grãos de cacau chegou na Europa, a bebida foi apresentada ao Rei que, após adicionar açúcar, logo a comercializou, espalhando por todo o continente às custas do trabalho braçal de escravo africanos.

A partir daí o chocolate só ficou mais famoso, sendo comercializado mundialmente. Em 1828, uma máquina desenvolvida pelo holandês Conrad Van Houten, conseguiu extrair manteiga de cacau e assim, proporcionar que o chocolate sólido - feito de manteiga de cacau, pó e massa de cacau - seja produzido.

O resto é história, surgem fábricas e mais fábricas, o chocolate conquista o coração de todos e ganha milhares versões - com nozes, com leite, com frutas e a lista é infinita!

Agora que já sabemos um pouco mais sobre o nosso queridinho, vamos entender como tirar esse estereótipo de maléfico de algo tão delicioso.

Para entender como o chocolate que conhecemos chega até nós, devemos saber que ele passa por um longo processo - grande parte deste, feito manualmente pelos agricultores de fazendas de cacau - até que, por fim, ele chega nas fábricas. Lá, é adicionado à manteiga de cacau, o açúcar e o leite, esses são os ingredientes usados para fazer o que chamam de “chocolate puro”, isso porque também existem duas outras categorias: fracionados e hidrogenados.

Agora chegamos na parte em que começamos a entender como a nossa escolha influencia no papel que o doce terá na nossa vida. Já conhecemos o chocolate puro, dentro dessa categoria podemos ter as porcentagens - 34%, 54%, 60%, 84% e etc- que basicamente representam a quantidade de cacau que existe naquele produto, sendo que, quanto mais alta a porcentagem, mais cacau, mais amargo e mais saudável.

Quando falamos de fracionados, estamos querendo dizer que o chocolate puro recebe adição de gordura vegetal em sua manteiga de cacau, transformando este em um estilo mais fluido, que seca mais rápido e geralmente é utilizado em coberturas.

Por último, temos o hidrogenado, também usado gordura vegetal, mas nesta é adicionada gordura hidrogenada - a mesma usada em margarinas - o que faz com que ele apresente um sabor mais gorduroso e pastoso. Este tipo é bastante comum em doces de padarias e, de longe, o menos saudável e recomendado de todos.

É importante que essas informações sejam de conhecimento de todos ao consumirem chocolates, já que assim, podemos selecionar aqueles que possuem melhores ingredientes e qualidade, fazendo destes os mocinhos da história, nos salvando de um dia péssimo!

Como o Chef Pâtissier Darwin Grein nos contou “Não existe comida boa sem gordura”, o importante é saber escolher qual o tipo de gordura e a quantidade.

Darwin, formado pela Le Cordon Bleu, apresenta seus doces de uma maneira não gourmetizada, na qual todos conseguem entender o

que estão ingerindo e reproduzir também.

Proprietário da “Fábrica de Cupcakes”, o Chef nos contou de como é importante que os ingredientes sejam de boa qualidade e frescos. “Se você tiver que escolher entre uma pimenta do reino moída ou moer na hora, sempre escolha o fresco, isso faz toda a diferença na intensidade do sabor da comida”.

O mesmo funciona com chocolate, saber o que comprar e tomar as melhores decisões podem ser os segredos para uma boa receita, uma boa aparência e, claro, uma boa relação com suas sobremesas favoritas.

Agora que já desvendamos o segredo desta matéria, vamos relembrar um pouco os benefícios que podemos alcançar com o consumo de chocolates? “Bora” perder esse medo desse alimentos dos Deuses.

Faz bem ao coração - promove um fluxo adequado de sangue devido aos potentes antioxidantes que possui.

Estimula o sistema nervoso central - por possuir teobromina, uma substância similar à cafeína.

Bem estar - libera o hormônio serotonina, responsável por esta sensação.

Alívio nas dores - Segundo a Universidade de Chicago, a distração de comer ou beber por prazer funciona como um analgésico natural.

Dentre diversos outros benefícios!

Então vamos fazer escolhas melhores e comer um chocolatinho sem culpa!

 

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